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Hortoterapia: a jardinagem como estratégia de promoção da saúde

Atualizado: 4 de abr.



Ainda não há uma comprovação científica a respeito dos efeitos terapêuticos da jardinagem e da horticultura, mas o fato é que o conceito de hortoterapia vem ganhando espaço dentro das estratégias de promoção da saúde.


Com o devido suporte e acompanhamento de médicos ou terapeutas, a prática de cultivar um jardim ou horta tem sido cada vez mais utilizada como auxiliar para o tratamento e a prevenção de doenças crônicas ou desequilíbrios emocionais, como depressão e estresse.


Espaços dedicados à hortoterapia são hoje comumente encontrados em hospitais, unidades de saúde, sanatórios, lares para idosos e clínicas de reabilitação.


Os benefícios da jardinagem e da horticultura

Cuidar de plantas e flores em algum espaço ao ar livre é uma atividade acessível e barata, capaz de trazer benefícios diretos e indiretos à saúde.


Além de estimular a criatividade e a memória visual, a jardinagem melhora a atividade motora e tem um efeito ao mesmo tempo motivador e relaxante.


Por isso mesmo ela é indicada tanto para a manutenção da saúde em idosos quanto para o tratamento de dependentes químicos e pessoas com transtornos mentais ou neurológicos.


Entre os beneficiados pela hortoterapia estão pacientes com depressão, autismo, ansiedade, mal de Alzheimer e síndrome de Down.


A prática da jardinagem e da horticultura também é indicada para pessoas saudáveis de todas as idades como auxiliar na prevenção do estresse, depressão e sedentarismo.

Confira a seguir os benefícios da hortoterapia na área de saúde:


Benefícios cognitivos da hortoterapia

  • Melhora o funcionamento cognitivo

  • Melhora a concentração

  • Estimula a memória

  • Melhora o cumprimento de metas

  • Aumenta a capacidade de atenção

Benefícios psicológicos da hortoterapia

  • Melhora a qualidade de vida

  • Aumenta a autoestima

  • Melhora a sensação de bem-estar

  • Reduz o estresse

  • Melhora o humor

  • Diminui a ansiedade

  • Alivia a depressão

  • Aumenta o autocontrole

  • Melhora o senso de valor pessoal

  • Aumenta a sensação de calma e relaxamento

  • Aumenta a sensação de estabilidade

  • Melhora a satisfação pessoal

Benefícios sociais da hortoterapia

  • Proporciona integração social

  • Aumenta a interação social

  • Proporciona padrões mais saudáveis de funcionamento social

  • Melhora a coesão de grupos e equipes

Benefícios físicos da hortoterapia

  • Melhora a imunidade

  • Diminui o estresse

  • Reduz a frequência cardíaca

  • Promove a atividade física

  • Melhora habilidades motoras finas e grossas

  • Melhora a coordenação olho-mão

Hortoterapia passiva e ativa

Dependendo da forma de engajamento do beneficiário com a atividade, a prática da hortoterapia pode ser considerada passiva ou ativa.


A hortoterapia passiva consiste em contemplar a natureza, passando alguns minutos sentado próximo a um jardim, horta ou pomar. É indicada principalmente para pacientes em cadeira de rodas ou com doenças degenerativas que impedem uma participação mais ativa.


A hortoterapia ativa, por sua vez, se caracteriza pelo envolvimento direto no processo de criação, organização e manutenção de um espaço verde. Esta é a modalidade mais presente nos projetos de horticultura e jardins terapêuticos.


Cuidar de uma horta ou jardim é uma forma de se sentir útil e produtivo, o que contribui para melhorar a autoestima e a qualidade de vida de maneira geral.

Além disso, a jardinagem pode funcionar como uma terapia ocupacional e social, contribuindo para a inclusão e reinserção social de alguns tipos de pacientes.


A horta como ambiente terapêutico

No artigo Hortas comunitárias como atividade promotora de saúde: uma experiência em Unidades Básicas de Saúde, um grupo de pesquisadoras da Faculdade de Saúde Pública da USP define a horta como um “lugar de encontro” capaz de propiciar uma nova relação com a unidade de saúde.


Com base em um estudo qualitativo sobre a experiência de hortas comunitárias no município de Embu das Artes (SP), as pesquisadoras identificaram alguns benefícios práticos dessa atividade na saúde das populações atingidas.


Entre eles, destacam-se uma elevação da autoestima e do autocuidado, um maior entusiasmo pela participação, relatos sobre a melhora das condições de saúde, revisão de valores em relação à alimentação e a aquisição de uma nova visão da saúde.

O artigo observa ainda que a prática das hortas mostrou-se uma estratégia complementar ao tratamento de doenças crônicas. Veja o que dizem suas autoras:


Na medida em que promove a melhoria da saúde e a qualidade de vida, o fortalecimento da prática do cultivo de hortas nas UBS, em bases agroecológicas, pode ser um elemento fundamental para promover hábitos de vida saudáveis com relação à alimentação e à atividade física, como ações de prevenção às doenças crônicas.


Vale a pena ler o artigo. Mesmo que as experiências relatadas no artigo estejam relacionadas à rede pública de saúde, o conteúdo pode ser muito útil para gestores de operadoras de planos de saúde focados em medicina preventiva.


Formas de aplicação da hortoterapia

Dependendo do objetivo terapêutico e do público envolvido, uma operadora de saúde pode desenvolver diferentes ações relacionadas à hortoterapia.


Elas podem constituir programas voltados exclusivamente para a horticultura ou fazer parte de programas mais abrangentes como, por exemplo, aqueles envolvendo cuidados com idosos ou a promoção da saúde mental.


De acordo com as diretrizes da Associação Norte-americana de Hortoterapia (ANH), podemos classificar essas iniciativas da seguinte forma:


Terapia horticultural

Esta modalidade de hortoterapia pressupõe o envolvimento do beneficiário em atividades facilitadas por um terapeuta treinado para alcançar objetivos de tratamento específicos e documentados.


Trata-se de um processo ativo, que deve ocorrer dentro de um plano de tratamento estabelecido, em que o próprio processo é considerado uma atividade terapêutica e não seu produto final.


Horticultura terapêutica

A horticultura terapêutica é um processo que utiliza plantas e atividades relacionadas a plantas que propiciam uma melhoria no bem-estar do participante através do seu envolvimento ativo ou passivo.


Em um programa de horticultura terapêutica os objetivos não são clinicamente definidos e documentados, mas o líder deve ter treinamento no uso da horticultura como uma ferramenta terapêutica.


Horticultura social

A horticultura social, também chamada de horticultura comunitária, é uma forma de lazer ou recreação relacionada a plantas e jardinagem.


Nenhuma meta de tratamento é definida, nenhum terapeuta está presente e o foco está nas atividades de interação social e horticultura.


Um típico jardim comunitário ou clube de jardinagem é um bom exemplo de um ambiente de horticultura social.


Horticultura vocacional

Um programa de horticultura vocacional, que geralmente é um componente importante de um programa de terapia hortícola, se concentra em fornecer treinamento que permita que os indivíduos trabalhem no setor de horticultura profissionalmente, independentemente ou semi-independentemente.

Esses indivíduos podem ou não ter algum tipo de deficiência.


Promovendo a horta em casa

Oferecer um espaço com orientação profissional para que os beneficiários aprendam e pratiquem a horticultura é uma excelente ideia para a sua operadora.


Mas existe outra forma de promover os benefícios da hortoterapia aos seus usuários:

Orientar o cultivo caseiro de hortaliças, vegetais e plantas ornamentais!


É possível promover campanhas informativas, workshops e outras iniciativas que incentivem as pessoas a cultivar em casa (e até mesmo em apartamentos) plantas, flores e temperos.


Além de todos os benefícios citados no início deste artigo, uma horta caseira significa também uma fonte constante de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos.


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Matéria realizada no dia 14 de novembro de 2021 no portal Previva. Confira o link original da matéria clicando aqui.
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